Sociedade 2.0

Sociedade 2.0

Não é de hoje que as redes sociais são importantes. Como elas possuem uma forma própria para que seus integrantes compartilhem informações, as opiniões tendem a convergir criando um grupo de potencial influência na sociedade.

No auge do iluminismo a maçonaria mostrara um grupo coeso de ideais e opiniões próprias. Isso mesmo! A maçonaria é até hoje uma importante rede social, assim como a AL-Qaeda, Reuters.

A criação de sistemas web com páginas dinâmicas, assíncronas, o aumento da convergência dos padrões web, o aumento da maturidade do mercado mundial e o aumento da memória e processamento das maquinas propiciou redes sociais virtuais baseadas na internet.

As redes sociais se apóiam no conceito de software como serviço, (como o google.com que apenas prove o serviço de busca), colaboração e o comercial “Web 2.0”. Num ponto de vista mais antropológico da tecnologia, as redes sociais possuem comportamentos e mecânicas próprias que impactam na influencia que elas exercem sobre a sociedade.

Outro dia eu estava assistindo um jornal na tv e vi uma matéria interessante. Um colégio em São Paulo possui uma cantina que vende pão de queijo, bastante consumido pelos alunos. Num certo dia a cantina aumentou o preço do pão de queijo. Certo dia um aluno “revoltado” postou no Twitter sua indignação. Este tweet foi retuitado, retuitado… E se tornou Trend Topic dia. O que me surpreende é a capacidade de mobilização desta com a rede social. Outra história um pouco mais conhecida é a da revolução no Egito. Um grupo se reuniu no Facebook, e marcaram de fazer um grande protesto. O resultado do protesto foi a saída do atual presidente do Osnir Mubarack. A revolução do Egito desencadeou uma onda de protestos na África.

Eu se que, por exemplo, os bancários eram mais importantes quando TI era menos importante, mas toda esta tecnologia também tem seu lado bom. O Twitter e o Facebook, os mais utilizados, fazem com que qualquer cidadão possa ser imprensa e formar opinião. O Linked In facilita o relacionamento entre os profissionais, identificar vagas, etc. O Digg para classificação de noticias. O Delicius para classificação de sites na internet. E muitos outros.O que aconteceu de mais interessante nas redes sociais é que elas tornaram mashups entre si. O msn 9 por exemplo, faz sincronização com os sistemas de mensageira instantânea do Facebook, além de sincronização de microblog com Facebook, Twitter, Linked In. O que chateia é não existir padrão de comunicação entre elas, e nenhum interesse de fazer isto.

Como criar sua própria rede social?

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Como é a informação, vista como bem econômico?

Como é a informação, vista como bem econômico?

Idade do Byte Lascado
Já ouvi algumas pessoas falando que estamos saindo da Idade do Byte Lascado e entrando na Idade do Byte Polido. Estudando gestão do conhecimento e assistindo a vertiginosa ascensão da tecnologia da informação no mercado, fica muito clara a importância da informação. Não é nem a infraestrutura nem o desenvolvimento o que importa para as empresas: elas têm estes setores porque os armários de arquivos são muito lentos. Mas o que importa é a informação processada por elas.

Estava me lembrando de alguns vídeos muito bacanas de um consultor de carreira chamado Waldez Ludwig, falando sobre esta questão. Deem uma olhada:

O que é ser Coxinha? E o que é ser Mortadela?

O que é ser Coxinha? E o que é ser Mortadela?

Na política só se pode ser Coxinha ou Mortadela?

Não são poucas as piadas na internet que discriminam uma ideologia ou outra, muitas vezes com simplificações arrogantes ou irônicas. As linhas ideológicas, como Esquerda e Direita não ficam por fora desta caixa de Pandora política.

A direita é conhecida há muito tempo pelo apelido de Coxinha. Parece que isto se deve às críticas que a esquerda faz aos policiais militares que, por muitas vezes comem coxinha em padarias. Uma redução do pensamento de direita chama de coxinha tudo o que se relaciona, de algum modo com Totalitarismos militares nacionalistas, como faxismo ou nazismo.

O termo que vi recentemente que achei curioso é o Mortadela. Nunca tinha visto um apelido deste tipo. Parece que isto se refere aos militantes que, pelo que dizem as redes sociais, ou mesmo alguns jornais – oportunistas ou não – recebem lanches como pão com mortadela. Parte das críticas se referem a supostos militantes de esquerda que ganham dinheiro e pequenas refeições para participar de comícios, eventos, manifestações ou greves.

Não tenho certeza da origem destes termos. Acho uma besteira a simplificação de linhas ideológicas tão complexas e desmembradas. Mas, dada a atual conjuntura, o que você é: Coxinha, Mortadela ou Nenhum destes?

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